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Trabalhar remotamente é para todo mundo?


Gestoras da Scooto destacam pontos de atenção no trabalho remoto



Enquanto o trabalho remoto pode parecer o novo El Dorado para boa parte dos profissionais, há uma outra parte que discute sobre as possíveis perdas de produtividade ou a real adequação do “modelo home office” para todas as empresas.


O cenário pandêmico dos últimos dois anos fez com que muitas empresas experimentassem, a fórceps, o home office e o trabalho remoto. Após essa vivência global, há negócios que jamais serão como antes e até abandonaram o modelo presencial; há os que flexibilizaram, tornando-se híbridos; e também existem aqueles que decidiram não aderir ao trabalho remoto.


Parte da inovação da Scooto é o trabalho 100% remoto. A prestação de serviço à distância faz parte do nosso DNA, já que a startup nasceu para entregar um atendimento eficiente para o cliente e inclusivo para as mulheres, em sua maioria mães, à margem do mercado de trabalho.


Os quatro anos de existência da Scooto trouxeram alguns ensinamentos sobre trabalhar remotamente. Em relação ao perfil profissional, Gabriela Ioshimoto, CPO da Scooto, destaca: “A pessoa que trabalha 100% remoto deve ter a capacidade de realizar a autogestão do tempo, dos resultados e uma boa relação entre vida pessoal e profissional. É muito importante que se tenha disciplina e adequação emocional”.


O sucesso do modelo remoto na Scooto começa na contratação das Scooteiras. Gabriela conta o que é levado em consideração na hora de montar os grupos de trabalho. ”O recrutamento inicia quando a pessoa conhece a Scooto e dá aquele ‘match’ inicial. Esse interesse, normalmente, está associado ao nosso propósito, que é promover trabalho para mulheres e mães que estariam fora do mercado de trabalho por diversas questões. Claro que após esse primeiro contato, identificamos se a pessoa está alinhada com nossa cultura, a disponibilidade de horário, o domínio da língua portuguesa falada e escrita, a proatividade e agilidade em buscar informações, o que é fundamental no trabalho remoto”.


Além da adequação do perfil profissional, o trabalho à distância conta com o desafio do alinhamento da cultura organizacional. É importante garantir que a visão global da operação seja perceptível por todos. Na Scooto, existe uma preocupação constante com o desenvolvimento das lideranças para propagar a cultura, mas é no encontro semanal com todas as Scooteiras, o Fala Que Eu Te Scooto (FQTS), que os discursos internos são alinhados.



Gabriela Ioshimoto, CPO da Scooto

“Como cada Scooteira está em um canto do País e trabalha em uma operação específica, precisávamos de um momento que pudéssemos conversar sobre a nossa cultura e debater sobre diversos temas que, geralmente, são levantados pelas próprias Scooteiras”, explica a CPO. “No FQTS, nosso coletivo se aflora e nos reconhecemos umas nas outras. É o momento que vemos que nossa colega também trabalha com filhos desarrumando a casa no fundo e tudo bem! Faz parte do nosso trabalho, produzirmos com excelência e reforçamos nossos laços nesse momento”, finaliza.


Outro ponto que pode ser desafiador para muitas empresas é o controle da produtividade dos grupos de trabalho. É claro que precisa existir um alto grau de confiança, mas depender apenas do bom senso seria basear o trabalho em aspecto frágil. Ana Luiza Maloper, COO da Scooto, explica como garantir as entregas das operações da empresa para além da confiança. “Existe um senso de responsabilidade muito grande entre as Scooteiras e isso é amplamente estimulado internamente. Trabalhamos para que o espírito colaborativo sempre prevaleça. Mas, além dessa atmosfera comum, utilizamos ferramentas específicas para o controle dos atendimentos, bem como suas taxas, métricas e resultados. A Zendesk, por exemplo, nos mostra em tempo real o que está acontecendo nas operações, explica.



Ana Luiza Maloper, COO da Scooto

Ainda sobre a gestão da produtividade, Ana Luiza acrescenta: “Para um desempenho eficaz e colaborativo, definimos demandas claras. Juntas, as Scooteiras carregam a responsabilidade de cada projeto, executando suas atividades da melhor forma”.


Sobre o aspecto remoto do trabalho, Ana identifica, inclusive, ganhos na produtividade. Segundo a COO, o modelo promove melhor qualidade de vida e um ritmo mais leve, se comparado ao modelo tradicional. “Eliminar as horas de deslocamento e poder trabalhar próximo ao filho são pontos que geram um contentamento muito grande entre as profissionais. Além disso, as chances de pessoas felizes desempenharem um bom trabalho já é comprovado”. No entanto, Ana Luiza reitera que a autogestão e disciplina são indispensáveis para o sucesso do modelo remoto em qualquer empresa.


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